A IA virou planta, som e ritual: os hacks culturais mais vivos do Sónar 2025
Enquanto o mundo ainda tenta automatizar planilha e feed, o Sónar 2025 mostrou o verdadeiro underground da inteligência artificial.
A IA virou planta, som e ritual: os hacks culturais mais vivos do Sónar 2025
Enquanto o mundo ainda tenta automatizar planilha e feed, o Sónar 2025 mostrou o verdadeiro underground da inteligência artificial. Não são APIs. Não são dashboards. São formas de escuta profunda, diálogo não humano e composição genética algorítmica.
A tecnologia aqui não é ferramenta — é invocação. A seguir, os 5 projetos que estão reprogramando o que entendemos por interface, desejo e comunicação. E sim: tem links.
1. Ama — Maria Arnal + IA em tempo real
🔗 www.sonarplusd.com/en/project/ama-maria-arnal
O que é: Performance onde a artista canta com algoritmos generativos que modulam sua voz e instrumentação ao vivo, sem repetição.
Por que importa: Isso não é IA fazendo música — é IA como presença invisível, sensível e mutável. O som responde ao espaço, à emoção, ao instante.
Visto em: Palco Sónar Hall + instalação interativa.
Aplicação prática:
Criadores podem explorar IA como co-compositor de voz e performance.
Experiências digitais podem usar o princípio para criar soundscapes reativos.
Impacto stealth: Mistura de autoralidade expandida + estética instável. O desejo vem do imprevisto gerado por máquina.
2. Chemical Calls of Care.2 — Plantas que falam
🔗 www.sonarplusd.com/en/project/chemical-calls-of-care
O que é: Instalação interativa com sensores químicos que traduzem “emoções” de plantas em cheiros e sons.
Por que importa: A comunicação aqui não é texto nem interface — é molecular, sensorial, estranha. IA vira tradutora ecológica.
Visto em: Sónar+D — área biohacking sensorial.
Aplicação prática:
Marcas de bem-estar podem criar experiências multissensoriais com plantas.
Criadores podem usar para performances que envolvam ecologia e som IA.
Impacto stealth: Expansão de linguagem. Comunicação não-verbal automatizada com agência emocional.
3. Otras Inteligencias — IA não-humana
🔗 www.sonarplusd.com/en/project/otras-inteligencias
O que é: Sistema de redes sensoriais e IA que detecta e simula trocas químicas entre plantas — transformando em som.
Por que importa: Reconfigura IA como interface entre espécies. A máquina não serve ao humano — ela media o não-humano.
Visto em: Zona Research + Talks abertas sobre tecnoxamanismo.
Aplicação prática:
Pode ser usada para design de jardins inteligentes.
Base para experiências meditativas e ambientais interativas.
Impacto stealth: Reconexão simbólica e sonora com o mundo natural — via algoritmo.
4. IA Criativa com Rebecca Fiebrink e Jordi Pons
🔗 www.sonarplusd.com/en/talks
O que é: Workshops de composição, improviso e performance com IA que “escuta” o corpo, o som, o ritmo — e reage.
Por que importa: IA deixa de ser input-output e vira presença performativa. O corpo vira prompt.
Visto em: Talks e masterclasses do Sónar+D.
Aplicação prática:
Criadores podem usar machine learning para gerar música corporal.
Produtos de fitness, som ou arte podem integrar resposta gestual automatizada.
Impacto stealth: Estética responsiva, subjetiva e embutida em tempo real.
5. Som Quântico & DNA Soundlab
🔗 www.sonarplusd.com/en/lineup
O que é: Apresentações que usam dados genéticos e ruído quântico como base de composição sonora e visual.
Por que importa: IA aqui não apenas simula criatividade — ela traduz estruturas do universo em música.
Visto em: Sónar Complex + showcase audiovisual com artistas de laboratório.
Aplicação prática:
Produtos podem usar esse tipo de som para criar “paisagens sonoras” únicas.
Criadores podem oferecer experiências meditativas baseadas em DNA.
Impacto stealth: Conteúdo audiovisual com sensação de profundidade cósmica. Desejo gerado por escala subatômica.
O que evitar:
Automação estética de baixa resolução (templates IA para arte). O que o Sónar mostrou é que a única IA relevante agora é aquela que não parece IA — mas sim vida expandida.
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Fechamento e provocação:
Se sua IA só responde prompt, você está fazendo secretariado digital.
O que molda desejo agora é a IA que cria sensação — que cheira, pulsa, canta, vibra.
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